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Calculadora IRPF 2026

Simule seu Imposto de Renda Pessoa Fisica 2026 e descubra qual modelo de declaração é mais vantajoso para você.

Ultima atualização: Março 2026

IRPF 2026: Tudo o que você precisa saber sobre o Imposto de Renda

O Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e o principal tributo federal que incide sobre os rendimentos dos brasileiros. Em 2026, a declaração referente ao ano-base 2025 traz faixas de tributação atualizadas e regras que todo contribuinte precisa conhecer. Saber calcular corretamente o quanto você deve pagar -- ou receber de restituição -- é fundamental para evitar problemas com a Receita Federal e, principalmente, para não pagar mais imposto do que o necessário.

Quem e obrigado a declarar o IRPF 2026?

Esta obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem se enquadra em pelo menos uma das seguintes situações: recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 no ano de 2025; recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200.000,00; obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos; realizou operações na bolsa de valores com vendas acima de R$ 40.000 ou com lucro tributável; teve receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440,00; possuía bens ou direitos de valor superior a R$ 800.000,00 em 31 de dezembro de 2025; ou passou a residir no Brasil em qualquer mês de 2025.

Como funciona a tabela progressiva do IRPF?

O Brasil adota um sistema de tributação progressiva, o que significa que quanto maior a renda, maior a alíquota aplicada. Porém, essa alíquota maior não incide sobre toda a renda, apenas sobre a parcela que excede o limite de cada faixa. A primeira faixa, até R$ 27.110,40 anuais (equivalente a R$ 2.259,20 mensais), e totalmente isenta. As faixas seguintes aplicam alíquotas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%, sempre de forma progressiva. E por isso que existe a parcela a deduzir em cada faixa: ela garante que você pague apenas a diferença correta, não a alíquota cheia sobre toda a renda.

Declaracao simplificada vs completa: qual escolher?

A declaração simplificada aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34. Esse modelo é vantajoso para quem tem poucas despesas dedutíveis, como contribuintes solteiros, sem dependentes e sem grandes gastos com saúde ou educação. Já a declaração completa permite deduzir individualmente cada despesa elegível: gastos médicos (sem limite), despesas com educação (limite anual por pessoa), dependentes (R$ 2.275,08 por dependente), contribuições a previdência privada PGBL (até 12% da renda bruta) e contribuições ao INSS. Quando a soma dessas deduções ultrapassa o desconto padrão da simplificada, a declaração completa gera menos imposto a pagar.

O que são deduções e como elas reduzem o imposto?

Deduções são despesas previstas em lei que podem ser subtraidas da sua renda bruta antes do cálculo do imposto. As principais deduções do IRPF incluem: despesas médicas e com saúde (consultas, exames, internações, plano de saúde), que não possuem limite de valor; despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, superior e pós-graduação), limitadas a R$ 3.561,50 por pessoa por ano; pensão alimentícia determinada judicialmente; e contribuição ao INSS. Cada dependente declarado também gera uma dedução fixa de R$ 2.275,08 por ano. Quanto mais deduções você conseguir comprovar, menor será sua base de cálculo e, consequentemente, menor o imposto devido.

Prazo de entrega e restituição

O prazo para entregar a declaração do IRPF 2026 vai de 17 de março a 30 de maio de 2026. Quem entrega nos primeiros dias costuma receber a restituição nos primeiros lotes, que geralmente começam a ser pagos em junho. A restituição é corrigida pela taxa Selic acumulada desde o fim do prazo de entrega até o mês anterior ao pagamento, mais 1% no mês do depósito. Contribuintes que entregam com atraso estão sujeitos a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Dicas para pagar menos imposto de renda legalmente

Existem estratégias legais para reduzir o valor do imposto devido. Contribuir para um plano de previdência privada do tipo PGBL permite deduzir até 12% da renda bruta tributável. Manter todos os comprovantes de despesas médicas organizados garante que você aproveite ao máximo essa dedução, que não tem teto. Se você paga pensão alimentícia por decisão judicial, esse valor é integralmente dedutível. Além disso, declarar dependentes pode ser vantajoso quando eles possuem pouca ou nenhuma renda própria. Use nossa calculadora acima para testar diferentes cenários e encontrar a combinação que resulta no menor imposto possível.

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Perguntas Frequentes sobre o IRPF 2026

Quem é obrigado a declarar o IRPF em 2026?

Deve declarar quem se enquadra em pelo menos um critério: rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2025, rendimentos isentos acima de R$ 200.000, ganho de capital na venda de bens, operações na bolsa com vendas acima de R$ 40.000 ou lucro tributável, receita rural acima de R$ 169.440, bens acima de R$ 800.000 em 31/12/2025, ou mudança de residência para o Brasil em 2025.

Qual o prazo para entregar a declaração em 2026?

De 17 de março a 30 de maio de 2026. Quem entrega cedo recebe a restituição nos primeiros lotes (a partir de junho). A restituição é corrigida pela Selic acumulada. A multa por atraso é de R$ 165,74 no mínimo, podendo chegar a 20% do imposto devido. Use a calculadora de salário líquido para entender os descontos mensais.

Declaração simplificada ou completa: qual é melhor?

A simplificada aplica desconto padrão de 20% (limitado a R$ 16.754,34). Ideal para quem tem poucas despesas dedutíveis. A completa permite deduzir gastos médicos (sem limite), educação (até R$ 3.561,50 por pessoa), dependentes (R$ 2.275,08 cada) e previdência PGBL (até 12% da renda bruta). Se suas deduções reais superam o desconto padrão, a completa é melhor. A calculadora acima compara os dois modelos automaticamente.

Quanto é a faixa de isenção do IR em 2026?

A faixa de isenção é de até R$ 2.259,20 mensais (R$ 27.110,40 anuais). As faixas seguintes aplicam alíquotas progressivas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. Isso significa que a alíquota maior incide apenas sobre a parcela da renda que excede o limite da faixa anterior, não sobre toda a renda.

Como reduzir o imposto de renda legalmente?

Contribua para PGBL (deduz até 12% da renda bruta), guarde todos os comprovantes médicos (dedução sem teto), declare dependentes com pouca renda, pague pensão alimentícia judicial (dedução integral). Se você é MEI, a parcela isenta do lucro reduz a base tributável. Use a calculadora acima para testar diferentes cenários e encontrar a melhor estratégia.