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Calculadora IR Criptomoedas 2026

Calcule o Imposto de Renda sobre operações com Bitcoin e criptomoedas no Brasil.

Soma de todas as vendas de cripto no mês.

Quanto você pagou pelas criptos vendidas.

Como funciona o IR sobre criptomoedas no Brasil

A tributação de criptomoedas no Brasil segue regras específicas definidas pela Receita Federal. Diferente de ações, onde cada operação na bolsa já é monitorada automaticamente, o controle de operações com cripto ainda depende muito da autodeclaração do contribuinte. Mas isso não significa que a Receita não está de olho: desde 2019, exchanges brasileiras são obrigadas a reportar operações mensais acima de R$ 30.000.

O ponto central da tributação é o lucro obtido na venda. Você não paga IR sobre o valor total da venda, mas sim sobre a diferença entre o valor de venda e o custo de aquisição. Se comprou 1 Bitcoin por R$ 200.000 e vendeu por R$ 250.000, o lucro tributável é R$ 50.000.

A regra dos R$ 35.000

A principal regra de isenção para pessoas físicas: se o total de vendas de criptoativos no mês for igual ou inferior a R$ 35.000, o lucro obtido é isento de Imposto de Renda. Atenção para dois detalhes importantes:

  • O limite é sobre vendas, não sobre lucro. Se você vendeu R$ 36.000 com lucro de apenas R$ 500, paga IR sobre os R$ 500.
  • O limite considera todas as criptos juntas. Se vendeu R$ 20.000 em Bitcoin e R$ 20.000 em Ethereum no mesmo mês, o total é R$ 40.000, ultrapassando o limite.
  • A isenção não se aplica a day trade em exchanges brasileiras. Nesse caso, o lucro é tributado em 20% independente do valor.

Diferença entre exchange brasileira e estrangeira

A localização da exchange impacta a tributação em dois cenários principais:

  • Exchange brasileira + day trade: Lucro tributado em 20%, sem isenção dos R$ 35.000.
  • Exchange estrangeira: Segue a regra geral dos R$ 35.000. Operações de day trade em exchanges estrangeiras seguem as alíquotas progressivas (15% a 22,5%), não a alíquota fixa de 20%.

A partir de 2024, a Receita Federal passou a exigir que exchanges estrangeiras com operação no Brasil reportem dados de clientes brasileiros, aumentando a fiscalização sobre essas operações.

Como calcular o custo médio

O custo de aquisição é calculado pelo método do custo médio ponderado. Funciona assim: cada vez que você compra uma cripto, o novo custo médio é recalculado com base no total investido dividido pela quantidade total de moedas. Ao vender, o lucro é a diferença entre o preço de venda e o custo médio na data da venda.

Exemplo: comprou 0,5 BTC por R$ 100.000 e depois mais 0,5 BTC por R$ 120.000. Seu custo médio é R$ 220.000 / 1 BTC = R$ 220.000 por BTC. Se vender 0,5 BTC por R$ 130.000, o custo atribuído é R$ 110.000 (0,5 x R$ 220.000), e o lucro é R$ 20.000.

Obrigações acessórias

Além do pagamento de IR sobre lucros, existem outras obrigações:

  • Declaração de posse: Se o custo de aquisição de um tipo de criptoativo ultrapassar R$ 5.000, é obrigatório declarar na ficha de Bens e Direitos da declaração anual.
  • Pagamento do IR: O IR sobre ganho de capital em cripto deve ser pago via DARF (código 4600) até o último dia útil do mês seguinte à venda com lucro.
  • Operações em exchanges estrangeiras: Operações mensais acima de R$ 30.000 devem ser reportadas à Receita Federal.

Compensação de prejuízos

Uma vantagem importante: prejuízos em operações com criptomoedas podem ser compensados com lucros em meses seguintes. Se em janeiro você teve prejuízo de R$ 5.000 e em fevereiro lucro de R$ 8.000, pode abater o prejuízo anterior, pagando IR apenas sobre R$ 3.000. Mantenha sempre um controle detalhado das operações para aproveitar essa possibilidade.

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