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Calculadora de Pro-Labore

Simule o valor líquido do pró-labore após descontos de INSS e Imposto de Renda, considerando o regime tributário da empresa.

Pro-labore: o que é, como calcular e quanto pagar de imposto

O pró-labore é a remuneração do sócio ou titular de uma empresa pelo trabalho efetivamente prestado na gestão do negócio. Diferente da distribuição de lucros, o pró-labore é obrigatório para sócios que exercem atividade na empresa e está sujeito à tributação de INSS e Imposto de Renda. O valor mínimo do pró-labore é de um salário mínimo (R$ 1.518,00 em 2026), mas não há limite máximo estabelecido por lei. A definição do valor adequado envolve equilíbrio entre a carga tributária, a necessidade de renda pessoal e o impacto no caixa da empresa.

INSS sobre o pró-labore: alíquota e teto

O sócio que recebe pró-labore contribui para o INSS como contribuinte obrigatório, com alíquota de 11% sobre o valor bruto, limitado ao teto previdenciário de R$ 8.157,41 em 2026. Isso significa que o desconto máximo de INSS é de R$ 908,85 por mês, independente de quanto o pró-labore ultrapasse esse teto. Além do desconto do sócio, a empresa deve recolher o INSS patronal de 20% sobre o valor do pró-labore, exceto no Simples Nacional, onde essa contribuição já está incluída no DAS. Essa diferença torna o Simples Nacional significativamente mais vantajoso para o pagamento de pró-labore.

Imposto de Renda sobre o pró-labore

O IRRF sobre o pró-labore segue a mesma tabela progressiva aplicada aos salários. A base de cálculo é o valor bruto menos o INSS descontado e a dedução por dependente (R$ 189,59 por dependente em 2026). As alíquotas variam de 0% (isento até R$ 2.259,20) até 27,5% para rendimentos acima de R$ 4.664,68. O pró-labore recebido deve ser informado na declaração de ajuste anual do IRPF como rendimento tributável, e o imposto retido na fonte serve como antecipação do imposto devido na declaração anual.

Pro-labore vs distribuição de lucros: planejamento tributário

A distribuição de lucros é isenta de INSS e Imposto de Renda para o sócio (quando apurada corretamente pela contabilidade), enquanto o pró-labore sofre ambas as tributações. Por isso, muitos empresários optam por definir o pró-labore no valor mínimo (um salário mínimo) e receber o restante como distribuição de lucros. Essa estratégia é legal, mas deve ser compatível com a função exercida pelo sócio e com o faturamento da empresa. A Receita Federal pode questionar pró-labores muito baixos em empresas com alto faturamento, caracterizando planejamento tributário abusivo. O ideal é contar com um contador para definir o equilíbrio adequado entre pró-labore e distribuição de lucros.

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