Calculadora PJ vs CLT 2026
Compare quanto você recebe líquido como CLT ou PJ. Inclui tabelas de INSS, IRRF e Simples Nacional atualizadas para 2026.
Mínimo legal: 1 salário mínimo (R$ 1.518). Recomendado: 28%.
Contador, banco, software, etc.
CLT
Benefícios anualizados (mensal equiv.)
PJ
Comparativo Detalhado
| Item | CLT | PJ |
|---|
Tabelas Utilizadas no Cálculo (2026)
INSS Empregado (progressivo)
| Faixa | Alíquota |
|---|---|
| Até R$ 1.518,00 | 7,5% |
| R$ 1.518,01 a R$ 2.793,88 | 9% |
| R$ 2.793,89 a R$ 5.836,14 | 12% |
| R$ 5.836,15 a R$ 8.157,41 | 14% |
IRRF (mensal)
| Base de Cálculo | Alíq. | Dedução |
|---|---|---|
| Até R$ 2.259,20 | Isento | - |
| R$ 2.259,21 a R$ 2.826,65 | 7,5% | R$ 169,44 |
| R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 | 15% | R$ 381,44 |
| R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 | 22,5% | R$ 662,77 |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | R$ 896,00 |
PJ vs CLT: Qual Regime Compensa Mais em 2026?
A decisão entre trabalhar como PJ (Pessoa Jurídica) ou CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é uma das mais importantes na vida profissional de qualquer brasileiro. Cada regime tem vantagens e desvantagens que variam conforme o salário, o setor de atuação e o perfil do profissional. Esta calculadora ajuda você a comparar os dois cenários de forma objetiva, com base nas tabelas de impostos vigentes em 2026.
Como funciona o regime CLT?
No regime CLT, o trabalhador tem carteira assinada e recebe uma série de benefícios garantidos por lei. O salário bruto sofre descontos de INSS (contribuição previdenciária progressiva, com teto de R$ 8.157,41 em 2026) e IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte, também progressivo). Em contrapartida, o funcionário CLT tem direito a 13º salário, férias remuneradas com adicional de 1/3, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, equivalente a 8% do salário bruto depositado mensalmente pelo empregador), seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa, licença-maternidade e paternidade, e estabilidade em situações específicas previstas em lei.
O custo total de um funcionário CLT para a empresa vai muito além do salário bruto. Somando INSS patronal (20%), RAT, Sistema S, 13º, férias, FGTS e provisões para rescisão, o custo pode facilmente ultrapassar 70% do salário bruto. Isso explica por que muitas empresas preferem contratar PJ, oferecendo valores mensais maiores que o salário CLT equivalente.
Como funciona o regime PJ?
Como PJ, o profissional abre uma empresa (geralmente um CNPJ como MEI, ME ou EPP) e emite notas fiscais para seus clientes. Os impostos dependem do regime tributário escolhido. No Simples Nacional, tributos federais, estaduais e municipais são unificados no DAS (Documento de Arrecadação do Simples), com alíquotas que variam conforme o faturamento anual e o anexo da atividade. Serviços de prestação intelectual, técnica ou científica geralmente se enquadram no Anexo III ou Anexo V, dependendo da relação entre folha de pagamento e faturamento (fator R).
No Lucro Presumido, a tributação é calculada com base em uma margem de lucro presumida pela Receita Federal. Para serviços, a presunção é de 32% do faturamento. Sobre essa base incidem IRPJ (15%), CSLL (9%), PIS (0,65%) e COFINS (3%), além de ISS municipal (2% a 5%). A alíquota efetiva total gira em torno de 13,33% a 16,33% do faturamento, dependendo do ISS do município.
Quando o PJ compensa mais que o CLT?
Em geral, o PJ tende a ser mais vantajoso financeiramente para salários acima de R$ 5.000 a R$ 7.000 mensais, especialmente quando a empresa contratante oferece um valor de nota fiscal equivalente ou superior ao custo total que teria com o CLT. A diferença se torna mais expressiva conforme o salário aumenta, já que as alíquotas de INSS e IRRF do CLT são progressivas e podem consumir uma fatia significativa da remuneração bruta.
Porém, essa análise puramente financeira não conta toda a história. O PJ precisa provisionar por conta própria o equivalente a férias, 13º e reserva de emergência. Não tem FGTS nem seguro-desemprego. Além disso, a contribuição previdenciária como PJ (sobre o pró-labore) costuma ser menor, o que pode impactar o valor da aposentadoria futura pelo INSS. Profissionais organizados, que conseguem guardar e investir a diferença, tendem a sair ganhando. Já quem tem dificuldade de poupança pode se beneficiar da "poupança forçada" que o CLT oferece via FGTS e benefícios automáticos.
Quando o CLT compensa mais que o PJ?
O CLT costuma ser mais vantajoso para salários menores (até R$ 4.000 a R$ 5.000), onde os descontos são proporcionalmente baixos e os benefícios (13º, férias, FGTS) representam um acréscimo significativo. Também compensa para profissionais que valorizam estabilidade, previsibilidade e proteção trabalhista. Em setores onde o risco de períodos sem contrato é alto, a segurança do CLT tem um valor intangível importante.
Outro ponto relevante: a "pejotização" sem as devidas características de pessoa jurídica (autonomia, múltiplos clientes, independência operacional) pode ser considerada fraude trabalhista. Se o profissional PJ trabalha com exclusividade, cumpre horário fixo e tem subordinação direta, há risco de vínculo empregatício ser reconhecido judicialmente, com pesadas consequências para ambas as partes.
Dicas para tomar a melhor decisão
Use esta calculadora para simular diferentes cenários. Compare não apenas o salário líquido mensal, mas a renda efetiva total, incluindo benefícios CLT. Considere abrir uma conta PJ separada e provisionar mensalmente o equivalente a férias (8,33% do faturamento) e 13º (8,33%), criando sua própria reserva. Consulte um contador para entender qual regime tributário faz mais sentido para sua atividade específica, e lembre-se: a decisão ideal depende do seu perfil pessoal, não apenas dos números.
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